PESQUISA DE CAMPO METODOLOGIA



Compartilhe com seus amigos

PESQUISA DE CAMPO METODOLOGIA CIENTÍFICA

 

PESQUISA DE CAMPO - METODOLOGIA CIENTÍFICA

PESQUISA DE CAMPO – METODOLOGIA CIENTÍFICA

Este artigo sobre a pesquisa de campo acompanha texto introdutório, vídeo aula explicativa e exemplos de pesquisas que utilizaram a pesquisa de campo como procedimento metodológico.

A pesquisa de campo é uma das etapas da pesquisa científica. E para que serve ir a campo? Ir a campo significa ir confrontar a teoria com a prática. Significa ir em busca de evidências que possam corroborar ou refutar a sua hipótese. Quando você vai à campo, você está indo buscar informações e conhecimentos que está intimamente relacionado com o problema. Lembre-se que quando você elaborou seu projeto de pesquisa, você elencou suas hipóteses e seu problema. Lembre-se que o projeto de pesquisa deve ser bem construído e estar amarrado.

A primeira etapa de toda pesquisa é a pesquisa bibliográfica. Esta etapa é essencial para que você tenha maior afinidade com o conteúdo que está pesquisando.

Em campo, você vai verificar os fatos e os fenômenos exatamente da forma como eles se manifestam.

Eu já expliquei em outro vídeo que a pesquisa bibliográfica é a primeira fase da sua pesquisa. É aqui que você vai se apropriar do conteúdo que está pesquisando e é aonde suas ideias vão aflorar. É importante realizar uma boa pesquisa bibliográfica. Assim você saberá em que pé está o problema e o tema que você está pesquisando. .

CONSTRUA UM BOM ROTEIRO PARA A PESQUISA DE CAMPO

 

Checklist Pesquisa de Campo

Checklist Pesquisa de Campo

Construir um roteiro é importantíssimo. Você não pode ir a campo sem um planejamento. O planejamento para ir a campo é fundamental para que você não gaste tempo e dinheiro a toa. No roteiro para a pesquisa de campo você vai apontar quais serão os instrumentos que vai utilizar em campo. Construa uma checklist daquilo que vai precisar.

Construída sua lista, você precisa definir O QUE VAI FAZER e COMO VAI FAZER em campo, isso é parte do seu procedimento de pesquisa que deve estar descrito no capítulo que trata da metodologia da pesquisa.

Claro, ir a campo (no meu caso) significava ir em busca das estruturas geológicas e geomorfológicas que eu queria estudar, por isso aquela lista. Mas, no seu caso, o que é ir à campo? É ir a uma escola? Uma empresa? Visitar uma cidade? Uma comunidade? Cada caso é um caso e você precisa ter bem claro O QUE VAI FAZER, COM O QUE VAI FAZER E COMO VAI FAZER.

 

Tripodi et al., (1975) apud Marconi e Lakatos (2002, p. 83-87) apresentam a pesquisa de campo em três grandes grupos. No vídeo abaixo eu explico quais são esses grupos. Aqui, estou postando as descrições sobre suas subdivisões.

PESQUISAS DE CAMPO CONFORME TRIPODI

 

Pesquisa de campo do tipo Quantitativo-descritivas.

Consistem em investigações de pesquisa empírica cuja principal finalidade é o delineamento ou análise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou o isolamento de variáveis principais ou chave. Qualquer um desses estudos pode utilizar métodos formais, que se aproximam dos projetos experimentais, caracterizados pela precisão e controle estatísticos, com a finalidade de fornecer dados para a verificação de hipóteses. Todos eles empregam artifícios quantitativos tendo por objetivo a coleta sistemática de dados sobre populações, programas, ou amostras de populações e programas. Utilizam várias técnicas como entrevistas, questionários, formulários etc. e empregam procedimentos de amostragem.

Subdividem-se em:

 

  1. estudos de verificação de hipótese

    – são aqueles estudos quantitativo descritivos que contêm, em seu projeto de pesquisa, hipóteses explícitas que devem ser verificadas. Essas hipóteses são derivadas da teoria e, por esse motivo, podem consistir em declaracões de associações entre duas ou mais variáveis, sem referência a uma relação causal entre elas;

  2. estudos de avaliação de programa

    – consistem nos estudos quantitativo-descritivos que dizem respeito à procura dos efeitos e resultados de todo um programa ou método específico de atividades de serviços ou auxílio, que podem dizer respeito a grande variedade de objetivos, relativos à educação, saúde e outros. As hipóteses podem ou não estar explicitamente declaradas e com freqüência derivam dos objetivos do programa ou método que está sendo avaliado e não da teoria. Empregam larga gama de procedimentos que podem aproximar-se do projeto experimental;

  3. estudos de descrição de população

    – são os estudos quantitativo descritivos que possuem, como função primordial, a exata descrição de certas características quantitativas de populações como um todo, organizações ou outras coletividades específicas. Geralmente contêm um grande número de variáveis e utilizam técnicas de amostragem para que apresentem caráter representativo. Quando pesquisam aspectos qualitativos como atitudes e opiniões, empregam escalas que permitem a quantificação;

  4. estudos de relações de variáveis

    – são uma forma de estudos quantitativo-descritivos que se referem à descoberta de variáveis pertinentes a determinada questão ou situação, da mesma forma que à descoberta de relações relevantes entre variáveis. Geralmente nem hipóteses preditivas (ante factum) nem perguntas específicas são a priori formuladas, de modo que se inclui no estudo grande número de variáveis potencialmente relevantes e o interesse se centraliza em encontrar as de valor preditivo.

 

Pesquisa de campo do tipo Exploratórias

São investigações de pesquisa empírica cujo objetivo é a formulação de questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos. Empregam-se geralmente procedimentos sistemáticos ou para a obtenção de observações empíricas ou para as análises de dados (ou ambas, simultaneamente). Obtêm-se frequentemente descrições tanto quantitativas quanto qualitativas do objeto de estudo, e o investigador deve conceituar as inter-relações entre as propriedades do fenômeno, fato ou ambiente observado. Uma variedade de procedimentos de coleta de dados pode ser utilizada, como entrevista, observação participante, análise de conteúdo etc., para estudo relativamente intensivo de um pequeno número de unidades, mas geralmente sem o emprego de técnicas probabilísticas de amostragem. Muitas vezes ocorre a manipulação de uma variável independente com a finalidade de descobrir seus efeitos potenciais. Dividem-se em:

 

  1. estudos exploratório-descritivos combinados

    – são estudos exploratórios que têm por objetivo descrever completamente determinado fenômeno, como por exemplo o estudo de um caso para o qual são realizadas análises empíricas e teóricas. Podem ser encontradas tanto descrições quantitativas e/ou qualitativas quanto acumulação de informações detalhadas como as obtidas por intermédio da observação participante. Dá-se precedência ao caráter representativo sistemático e, em conseqüência, os procedimentos de amostragem são flexíveis;

  2. estudos que usam procedimentos específicos para coleta de dados

    – os estudos que usam procedimentos específicos para coleta de dados para o desenvolvimento de idéias são aqueles estudos exploratórios que utilizam exclusivamente um dado procedimento, como, por exemplo, análise de conteúdo, para extrair generalizações com o propósito de produzir categorias conceituais que possam vir a ser operacionalizadas em um estudo subseqüente. Dessa forma, não apresentam descrições quantitativas exatas entre as variáveis determinadas;

  3. estudos de manipulação experimental

    – consistem naqueles estudos exploratórios que têm por finalidade manipular uma variável independente, a fim de localizar variáveis dependentes que potencialmente estejam associadas a ela, estudando-se o fenômeno em seu meio natural. O propósito desses estudos geralmente é demonstrar a viabilidade de determinada técnica ou programa como uma solução, potencial e viável, para determinados programas práticos. Os procedimentos de coleta de dados variam bastante e técnicas de observação podem ser desenvolvidas durante a realização da pesquisa.

 

Pesquisa de campo do tipo Experimentais

Consistem em investigações de pesquisa empírica cujo objeto principal é o teste de hipóteses que dizem respeito a relações de tipo causa-efeito. Todos os estudos desse tipo utilizam projetos experimentais que incluem os seguintes fatores: grupo de controle (além do experimental), seleção da amostra por técnica probabilística e manipulação de variáveis independentes com a finalidade de controlar ao máximo os fatores pertinentes. As técnicas rigorosas de amostragem têm o objetivo de possibilitar a generalização das descobertas a que se chega pela experiência. Por sua vez, para que possam ser descritas quantitativamente, as variáveis relevantes são especificadas. Os diversos tipos de estudos experimentais podem ser desenvolvidos tanto “em campo”, ou seja, no ambiente natural, quanto em laboratório, onde o ambiente é rigorosamente controlado.

Vantagens e desvantagens para a pesquisa de campo

Lakatos e marconi tecnicas de pesquisa

Lakatos e Marconi técnicas de pesquisa. Cliquei na imagem e compre o livro com o código EBOOK20 (promoção por tempo determinado – na dúvida, me mande e-mail).

O interesse da pesquisa de campo está voltado para o estudo de indivíduos, grupos, comunidades, instituições e outros campos, visando à compreensão de vários aspectos da sociedade. Ela apresenta vantagens e desvantagens.

As vantagens seriam:
  1. Acúmulo de informações sobre determinado fenômeno, que também podem ser analisadas por outros pesquisadores, com objetivos diferentes.
  2. Facilidade na obtenção de’uma amostragem de indivíduos, sobre determinada população ou classe de fenômenos.
Desvantagens:
  1. Pequeno grau de controle sobre a situação de coleta de dados e a possibilidade de que fatores desconhecidos para o investigador possam interferir nos resultados.
  2. O comportamento verbal ser relativamente de pouca confiança, pelo fato de os indivíduos poderem falsear suas respostas.

Entretanto, muita coisa pode ser feita para aumentar as vantagens e diminuir as desvantagens; por exemplo: lançar mão dos pré-testes, utilizar instrumental mais completo etc.

Diversas ciências e ramos de estudo utilizam a pesquisa de campo para o levantamento de dados; entre elas figuram a Sociologia, a Antropologia Cultural e Social, a Psicologia Social, a Política, o Serviço Social e outras.

Técnicas de Pesquisa Marconi e Lakatos (2002, p. 83-87)

 

Metodologia do Trabalho Científico de Prodanov e Freitas. Clique na imagem para baixar o livro em pdf

Metodologia do Trabalho Científico de Prodanov e Freitas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns trabalhos que utilizaram a pesquisa de campo. Clique no título para ser redirecionado.

 

ACOMPANHE O VÍDEO ABAIXO

 

 

 

Postagens Relacionadas

Compartilhe com seus amigos

About the Author

Ivan Guedes

Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes, Geógrafo e Pedagogo. Professor de Geografia na educação básica e Docente do curso de Pedagogia da Faculdade Progresso. Coloca todo o seu conhecimento a disposição de alunos acadêmicos, pesquisadores, concursantes, professores, profissionais da educação e demais estudantes que necessitam ampliar seus conhecimentos escolares ou acadêmicos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *