Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes

TCC e Mestrado

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GREVES DOS PROFESSORES:

O INÍCIO DE 2016

 

Greves dos professores 2016
Greves dos professores 2016

Estamos iniciando o mês de Março de 2016 e as greves dos professores começam a eclodir pelo país. Oportunamente, no ano de 2015 presenciamos várias greves pelo Brasil. Os artigos frutos desses acompanhamentos podem ser acessados nas edições passadas deste jornal e no blog www.programaeaj.blogspot.com.

Mais recentemente, nosso artigo de janeiro de 2016 trouxe como título “2016 será o ano da greve dos professores”. Sem pestanejar, adiantamos que este ano será difícil, uma vez que no final de 2015 prefeitos, governadores e seus respectivos secretários estavam se articulando para barrar qualquer tipo de reajuste salarial. Dito e feito, este ano mal iniciou (ainda mais considerando que as aulas retornaram após o carnaval) e as greves dos professores começaram.

Não precisa ser muito inteligente para saber o que os professores reivindicam. Via de regra, podemos juntar tudo em três grandes frentes: 1. O reajuste salarial. 2. O cumprimento da Lei 11.738/2008 (a lei do Piso Salarial do magistério, que estabelece, principalmente, o piso nacional salarial e o cumprimento de 1/3 da carga horária do professor destinado às atividades extra-classe). 3. Melhoria das condições de trabalho do professor.

Sem querer entrar na história da educação brasileira, é fato que essa luta é quase uma viagem no tempo. Governos mudaram ao longo da história e não proporcionaram a melhoria da qualidade do ensino no Brasil. Quanto muito, apenas o discurso se mantem afinado: “A educação é prioridade no meu governo”. Na prática, realmente o é, através do superfaturamento de obras, desvios de verba do Fundeb, máfias da merenda e por ai vai.

Professores se reúnem no vão livre do Masp em 03_04_2015. Foto: Ivan Claudio Guedes.
Professores se reúnem no vão livre do Masp em 03_04_2015. Foto: Ivan Claudio Guedes.

 

Trazendo um breve balanço das greves dos professores que temos até este momento, podemos citar as seguintes:

 

 

Por fim, discute-se agora a greve dos professores da Rede Pública Estadual de São Paulo. Os professores já se articulam sobre uma possível greve, uma vez que, mesmo após uma greve de 92 dias, o governo não apresentou nenhum reajuste e para este ano de 2016 também não há nenhuma perspectiva de aumento de salário.

Também há indicativo de greve em Aracaju (SE). O atraso no pagamento dos salários, falta de condições de trabalho e descumprimento dos direitos estão entre a pauta dos professores.

Como já afirmamos acima, conhecer a pauta histórica dos professores no Brasil não requer nenhum nível avançado de intelectualidade. Basta levantar da cadeira, ir até uma escola pública próxima da sua residência e ficar por lá durante algum tempo. Guardada as devidas proporções, nos casos acima o único que foge aos exemplos é o município de Lauro de Freitas-BA, que reivindicam algo chamado “democracia”, para a escolha dos diretores de escola. Diga-se de passagem, algo impensável no século XXI.

Quanto aos discursos dos nossos representantes, notem que há certa sintonia nos discursos, com a exceção do Dr. Márcio (prefeito de Lauro de Freitas), via de regra, o discurso é: “não há verba”, “temos que organizar a lei orçamentária”, “temos que cumprir com a lei de responsabilidade fiscal”, etc, etc, etc. Enquanto isso, você, pagador de impostos, continua ai sentado, vendo a banda passar e seu filho ser empurrado ano após ano.

Se você tem alguma notícia sobre as greves dos professores do seu estado/município, e gostaria que nós comentássemos sobre ela no nosso programa, entre em contato. Será um grande prazer gravar uma entrevista e ajudar a colocar para a sociedade o que acontece entre os muros da escola.

Ivan Claudio Guedes

Geógrafo e Pedagogo.

Artigo originalmente publicado em: http://www.gazetavaleparaibana.com/100.pdf

Para referenciar este artigo:

GUEDES, I. C. Greves dos professores: O início de 2016. Gazeta Valeparaibana [Online] São José dos Campos, 01 mar. 2016. Educação. Disponível em: http://gazetavaleparaibana.com/100.pdf Acesso em 18 mar. 2016.

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