Salário pago em São Paulo afasta docentes



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DAVI LIRA – O Estado de S.Paulo
04 de outubro de 2012 | 3h 05
O valor do salário do professor em São Paulo – cerca de R$ 1.780 por mês – apontado no estudo, torna a profissão “pouco atrativa”. É a posição do professor de Educação da Universidade de São Paulo (USP) José Marcelino Rezende, especialista em financiamento público.
Segundo ele, os melhores alunos dos cursos de formação de docentes preferem se submeter a concursos públicos em outras áreas que encarar a rede de ensino ao final da graduação. “E é evidente que essa cadeia afeta a qualidade da educação básica”, diz.
Rezende também cita que, com a educação a distância oferecendo mais de 1 milhão de vagas, o salário poderia cair ainda mais, com mais profissionais no mercado.
Esse quadro de pouca atratividade também é reconhecido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Esses dados só confirmam o que nós temos colocado nesses últimos anos”, afirma o presidente da CNTE Roberto Franklin de Leão.
Para ele, o salário médio dos professores deveria ser igual ao rendimento recebido pelos servidores de mesma titulação que atuam no serviço público. Hoje, o valor seria 40% menor.
No entanto, para o pesquisador Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o aumento do salário não melhoraria necessariamente o resultado das escolas. “Mas, se tiver um patamar mais alto de rendimentos, já vai ser possível recrutar gente mais qualificada nas próximas seleções.”
Esferas de governo. Para o Ministério da Educação (MEC), “não há surpresas” nos valores revelados pelo estudo. O ministério, no entanto, cita como avanço desse quadro o estabelecimento do piso nacional (mais informações nesta página).
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo “estranha” a metodologia utilizada na média do salário e informa que o valor base pago pelo governo é de R$ 2.088, para a jornada de 40 horas. Em 2013, o valor chegará a R$ 2.213.
A Secretaria Municipal de Educação informou desconhecer detalhes do estudo, mas citou que o professor que recebe anualmente o Prêmio por Desempenho Educacional, o bônus da área, ganha quase 70% mais que a média apontada no levantamento. Hoje, o município emprega mais de 62 mil professores.

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About the Author

Ivan Guedes

Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes, Geógrafo e Pedagogo. Professor de Geografia na educação básica e Docente do curso de Pedagogia da Faculdade Progresso. Coloca todo o seu conhecimento a disposição de alunos acadêmicos, pesquisadores, concursantes, professores, profissionais da educação e demais estudantes que necessitam ampliar seus conhecimentos escolares ou acadêmicos.

Comments

  1. O problema é que nem todos possuem carga de 40 horas e daí, óbvio, o salário é menor. Outro problema seríssimo é a falta de um plano de carreira. O cidadão entra como professor e morre como professor. Ascensão somente por concurso, o que nem sempre vale a pena, pois a diferença de salário não justifica a mão de obra. Outra coisa também, é que no caso de um professor que esteja trabalhando há 20 anos no estado, de repente sair, ele sairá com uma mão na frente outra atrás, ou seja, pior do que qualquer trabalhador de construção civil(meus respeitos a eles)que , com certeza, terá o FGTS e salário desemprego. Quem é que quer isso???? Só por ser estável? Não ser mandado embora??? Pára com "ilsso" "deixa dilsso". Prefiro ser CLT do que estatutário.E se alguém que estiver pensando em ser professor que lembre disso.

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