COMO ESCREVER RESUMO DO TCC



COMO ESCREVER RESUMO DO TCC:

REGRAS E EXEMPLOS DE RESUMO

 

Resumo do tcc

Resumo do tcc

O resumo do TCC é uma parte que deve ser escrita com muita atenção. O resumo é a porta de entrada para o seu trabalho (seja um TCC, Dissertação, Tese, relatório ou artigo acadêmico). Depois do título, é o resumo que vai convidar o leitor para apreciar o seu trabalho, ou não. Veja vídeo explicativo sobre como fazer um resumo para o TCC logo abaixo.

Basicamente o resumo segue a Norma 6028/03 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

De acordo com a NBR 6028/03 da ABNT, o resumo deve:

  • Ressaltar o objetivo, o método, os resultados e a conclusão do documento.
  • Ser precedido da referência do documento, com exceção do resumo inserido no próprio documento.
  • Ser composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos, redigidos em parágrafo único.
  • A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento.
  • Usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular.
  • Evitar símbolos e contrações que não sejam de uso corrente.
  • Evitar fórmulas, equações, diagramas, etc., que não seja absolutamente necessário.

Quanto a extensão do resumo, ele deve ter:

  • De 150 a 500 palavras para trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos.
  • De 100 a 250 palavras para artigos de periódicos.
  • 50 a 100 palavras para indicações breves.
  • Os resumos críticos, já que possui suas características especiais, não apresentam um limite de palavras.

 

 

Para fins de exercícios vou deixar alguns exemplos de resumos para que você identifique os itens que devem constar no resumo

  • Tema:
  • Problema:
  • Objetivo:
  • Método:
  • Resultado:
  • Conclusão:

 

EXEMPLOS DE RESUMOS

 

COLABORAÇÃO FAMÍLIA-ESCOLA EM UM PROCEDIMENTO DE LEITURA PARA ALUNOS DE SÉRIES INICIAIS

O presente estudo teve por objetivo utilizar o procedimento de “leitura conjunta”, envolvendo a colaboração dos pais. Estes deveriam ouvir a leitura de textos, duas vezes por semana, feita pelo filho, aluno de segunda série do ensino fundamental, que escolhia um tema do seu interesse. Cada sessão durava cinco minutos, havendo um teste de compreensão da leitura, aplicado antes e depois das seis semanas de uso do procedimento. Os pais responderam a um questionário sobre a sua percepção acerca da leitura do filho. Houve melhora no desempenho em leitura e, embora o grupo de controle também tenha melhorado, os dados mostraram a possibilidade da participação dos pais no processo de construção da leitura do filho.

Palavras-chave: Envolvimento de pais na vida escolar do aluno, Relação família-escola, Proficiência em leitura, Percepção de pais sobre leitura.

Link para o artigo completo: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572001000100005

 

EXEMPLO DE RESUMO 2

 

ESCOLAS DE CICLO ÚNICO POSSUEM MELHORES INDICADORES DE QUALIDADE DO QUE AS ESCOLAS DE CICLO MISTO?

Uma breve comparação entre o IDESP das escolas estaduais no município de Guarulhos-SP.

Simone Batista Santos

Rosana de Fátima Santos

Marcela da cruz Vianna

O presente trabalho tem como objetivo analisar se as escolas da rede estadual de São Paulo que oferecem o ciclo único, possuem melhores resultados no IDESP que as escolas que oferecem o ciclo misto. Já que esse é um dos motivos alegados pela secretaria de Educação de São Paulo para a proposta de reorganização escolar em 2015, busca-se nessa análise a veracidade dessa afirmação feita pela Secretaria. Será que realmente as escolas exclusivas possuem melhores indicadores de qualidade que as escoas não exclusivas? Será que o IDESP é um indicador de qualidade suficiente para classificar a qualidade do ensino de uma instituição escolar? A partir desse pressuposto, foram analisados resultados do IDESP de 43 escolas da rede estadual do município de Guarulhos do ano de 2008 até o ano de 2015. Entre elas estão escolas que oferecem ciclo único e ciclo misto, oportunizando assim a possibilidade de uma comparação. De acordo com a análise dos dados, não foi identificada tal discrepância entre os resultados do IDESP obtidos pelas escolas, não podendo ser um argumento decisivo para ser usado pela Secretaria como motivo para reorganização.

Palavras- chaves: Reorganização Escolar; Indicadores de Qualidade; IDESP; Política pública;

Exemplo de resumo 3

 

ANÁLISE MORFOTECTÔNICA DO PLANALTO OCIDENTAL PAULISTA, AO SUL DO RIO TIETÊ: indicadores de deformações neotectônicas na fisiografia da paisagem

O Planalto Ocidental Paulista apresenta um grave quadro de erosões aceleradas, decorrente da ocupação desenfreada e do uso intensivo do solo, aliados à fragilidade natural do terreno. Almeja-se na presente tese avaliar a hipótese de que fatores tectônicos têm controlado parte das alterações na paisagem e contribuído para o agravamento dos processos erosivos que se refletem em assoreamento dos canais de drenagens e na abertura de ravinas e voçorocas, bem como sua influência na configuração do relevo, nesta parte do território paulista. Entende-se que as bacias hidrográficas e a conformação das drenagens que compõem a área de estudos refletem blocos estruturais controlados por atividade tectônica e que sofrem processos de esforços intraplaca, resultando em deformações na morfometria fluvial e na incidência de processos erosivos e deposicionais. A análise do quadro neotectônico foi realizada mediante a aplicação de informações fluviomorfométricas, dados geológicos e geomorfológicos, sendo os estudos sobre os perfis longitudinais das drenagens, a aplicação dos índices “RDE – Relação Declividade vs. Extensão” e a identificação de nickpoint as principais ferramentas empregadas. Não obstante, também se aplicou à área de estudos a análise dos lineamentos das drenagens e do relevo, em que foi possível verificar as principais direções das feições e inferir os blocos estruturais, e o registro de informações paleossísmicas, a partir da identificação de estruturas de liquefação. O Planalto Ocidental Paulista assenta-se sobre rochas cretáceas dos grupos Caiuá e Bauru e sedimentos cenozoicos. Entende-se que a evolução da paisagem, no Quaternário, nesta parte do território paulista, tem sido fortemente influenciada pelas deformações impostas pelas forças sísmicas, onde o soerguimento de um bloco morfoestrutural leva à remoção de cobertura pedogênicas, gerando solos rasos, e a subsidência de um bloco adjacente propicia, além da manutenção do regolito, o acúmulo de mantos aluvionares ou coluvionares alimentados de áreas-fonte adjacentes, situadas nos blocos morfoestruturais ascendentes. Acredita-se que o melhor entendimento desse quadro possa contribuir para contenção de erosões aceleradas e a prevenção aos riscos que esses podem trazer às áreas ocupadas pelas atividades antrópicas.

Palavras-chave: Flúviomorfometria; Neotectônica; Perfil longitudinal de drenagem; Relação Declividade Extensão; Planalto Ocidental Paulista; Morfogênese.

Artigos acadêmicos com a minha colaboração podem ser acessados clicando aqui.

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About the Author

Ivan Guedes

Prof. Dr. Ivan Claudio Guedes, Geógrafo e Pedagogo. Professor de Geografia na educação básica e Docente do curso de Pedagogia da Faculdade Progresso. Coloca todo o seu conhecimento a disposição de alunos acadêmicos, pesquisadores, concursantes, professores, profissionais da educação e demais estudantes que necessitam ampliar seus conhecimentos escolares ou acadêmicos.

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